PARA OBTER UMA BOA MORTE (TERÇA-FEIRA).
Santa Gertrudes, no livro das suas Revelações, que um dia lhe apareceu São Bento em visão e lhe fez a seguinte promessa: “Prometo assistir aos últimos momentos de todo aquele que me render homenagem, em memória da graça pela qual Nosso Senhor se dignou conceder-me tão gloriosa morte. Fortalecido pela minha presença, escapará dos laços dos inimigos da sua alma e verá abertas para ela as portas do céu”.
O Santo Padre, Leão XIII, em 17 de maio de 1879, concedeu:
1) uma indulgência de 100 dias, uma vez por dia, àqueles que, trazendo a medalha de São Bento, recitarem esta oração com verdadeiros sentimentos de contrição;
2) uma indulgência plenária, a ganhar no dia da festa de São Bento, nas condições ordinárias, a todos aqueles que a tiverem rezado durante os nove dias que precedem a festa.
Antífona: Bento, amado do Senhor, fortalecido pelo Corpo e pelo Sangue de Jesus Cristo, estava de pé, na igreja, apoiando seus desfalecidos membros nos braços de seus discípulos. Levantando as mãos ao céu, no meio de fervorosas súplicas, exalou o último suspiro e foi visto subir ao céu por um caminho coberto de ricos tapetes e resplandecente de inumeráveis luzes.
V: Apareceste glorioso na presença do Senhor.
R: Por isso o Senhor te revestiu de formosura.
Oremos. Ó Deus, que com tantos e tamanhos privilégios honrastes a preciosa morte do gloriosíssimo Patriarca São Bento, concedei, assim Vo-lo pedimos, que à ora da nossa morte sejamos livres das ciladas dos inimigos, pela presença daquele cuja memória celebramos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Gemidos da alma penitente - jaculatórias do Pe. Manuel Bernardes PADRE MANUEL BERNARDES (1644-1710) O Padre Manuel Bernardes, oratoriano, nasceu em Lisboa. São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes: “Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redação dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve Antônio Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração. Vieira estudava galas e louçainhas de estilo. Bernardes era como estas formosas de seu natural, que se não cansam com alindamentos, a quem tudo fica...